segunda-feira, 25 de novembro de 2013

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA E OS SERES HUMANOS

"Penso, logo existo!". Essa famosa frase foi dita pelo filosofo francês René descartes. Ele acreditava que o ato de pensar era a prova máxima da existência psicológica. No entanto, a sociedade de consumo subverteu essa lógica e cunhou a seguinte frase: Consumo, Logo existo!. Essa lógica é a base de sustentação da superficialidade que cerceia o comportamento social em todos os seus aspectos. Não existe mais pureza quando se trata de relacionamento social porque aos relacionamentos foram agregadas e impostas condições  consumistas. Um exemplo são os relacionamentos românticos. A mulher ideal para um homem era caracterizada pela simplicidade na forma de falar e vestir.Hoje, no império da sociedade de consumo, a mulher ideal se tornou aquela que tenha em si o maior número de adereços e produtos incentivados pela industria da estética. Assim, mulher ideal é a que tem bunda de silicone, peito de silicone, silhos postiços, unhas postiças, cabelo tingido e assim por diante. da mesma forma, o homem ideal na visão feminina é aquele que tem pernas de academia, músculos de esteroides anabolizantes e barriga de tanquinho de suplementos nocivos. Exagero? pode ser.Mas de uma coisa estou certo: a sociedade de consumo alcançou seu objetivo máximo, e transformou a cara do mundo de uma forma descartável. Não se trata aqui de uma opinião moralista que coloca em questão o certo e errado. O foco aqui é o teor patológico do consumo que alvita o verdadeiro valor do ser humano. Esse valor e essa essência tem como padrão de medida o maior número de consumo. Ele ou ela vale de acordo com seu grau de consumo. E dessa forma, fica claro a consequência da morte em massa  desta guerra  desleal e sutil onde não se vê misseis e  tanques  como na principais guerras mundiais e que por isso mesmo é que  seus efeitos se tornam muito mais devastadores.
 A caducidade foi primeiramente dirigida aos  produtos e agora é protagonizada por seres humanos.  Sei que não nascemos para raiz eterna nesta existência, e  um dia  nosso corpo viverá a experiência de se fundir com a terra num processo totalmente natural. Só não acho que  nosso prazo de validade deva ser estipulada pela sociedade do consumo que já alcançou muito ao estabelecer a obsolescência programada diminuindo drasticamente  o tempo de vida útil dos produtos. Portanto, podemos não ter a tecnologia mais recente, mas isso não tem nada haver com a pessoa incrível que nascemos para ser.

Assuma o controle e coloque a sociedade de consumo no seu lugar.

Fabio junio almeida prates

sábado, 23 de novembro de 2013

AS REDES SOCIAIS E A POS MODERNIDADE

 É válido e muito saudável cultivarmos o hábito de manter certa distância a fim termos um panorama melhor da montanha. Os meios que brigam por nosso atenção e por nosso tempo querem muito mais do que alguns momentos. Querem nos afogar de uma forma inalterável limitando-nos a ínfimos momentos de um todo. A pós modernidade trouxe muita coisa. E as redes sociais, e porque não dizer pelo peso que tem do facebook?. Muito bom! uma nova modalidade potencialmente inteligente para explorar conhecimentos numa velocidade antes inimaginável. Destaca-se pela fácil expansão de nossa individualidade. No entanto, é inegável que as redes sociais como braço forte da pós modernidade acaba aviltando a importância do equilíbrio. A vida tem coisas boas como Facebook. mas tem também o parque onde podemos passear com nossos filhos, tem a calçada ideal para passearmos com nosso cachorro, tem o amigo de longas dadas para relembrar os bons momentos, tem a planta para molhar, tem a esposa, namorada ou esposo para namorar e segue uma longa lista de coisas boas e essenciais para nossa saúde emocional. Mas qual tem sido a realidade?

O consumismo desenfreado é a mola mestra dos que usam os ricos recursos da pós modernidade para afogar os incautos e alienados .

sejamos sinceros: onde esta o equilíbrio?

Não estou aqui para falar mal do Facebook e redes sociais. Longe disso!. Mesmo porque seria de uma incoerência tamanha, já que sou usuário deste espaço. O problema não esta nas redes sociais. O problema maior esta em não distribuir espaços justos em tudo quanto é essencial.

O que nasceu para ser extraordinário, transformou-se para muitos como uma droga. Conheço pessoas (eu estava assim a pouco tempo) que se passar um dia sem entrar no Facebook sente os efeitos psicossomáticos semelhantes a quem fica um dia sem uma droga alucinógena.
Não quero usar de proselitismo de qualquer espécie, mas se quer mesmo entender sobre o que estou falando, experimente ficar sem as redes sociais por uma semana.

manter certa distância, dividir o tempo inteligentemente torna a vida muito mais produtiva.
Quem sabe você me dê razão.

Tenho vivido isso.

Fabio junio almeida prates